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Transformando a conciliação contábil em um processo diário com automação

Como transformar um processo manual, concentrado e suscetível a erros em uma rotina mais ágil, segura e previsível?

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Este case conta a história de como utilizamos pesquisa, Service Design, análise de dados e automação para redesenhar o processo de conciliação contábil, reduzindo o esforço operacional em 85% e viabilizando a sua execução diária e ágil.

O Problema

A conciliação contábil é fundamental para garantir a integridade das informações financeiras e dar segurança para decisões relacionadas a despesas, investimentos e fluxo de caixa.

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No cenário inicial, porém, o processo não era realizado diariamente. A conciliação acontecia a cada 2 ou 3 dias e concentrava um alto volume de trabalho em um curto período, exigindo análises manuais e aumentando o risco de erros, pendências e atrasos.

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Além do impacto operacional, a não identificação ou correção de determinados movimentos financeiros poderia gerar apontamentos em possíveis auditorias.

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O desafio, portanto, não era apenas automatizar uma tarefa, mas repensar o processo para que a conciliação pudesse acontecer de forma mais frequente, precisa e sustentável.

O processo atual

O fluxo da operação envolvia:

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Execução das rotinas de compensação → geração do extrato atualizado → análise manual → identificação de erros, críticas e classificações incorretas → correções → compensação.

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A análise era realizada manualmente e demandava aproximadamente 80 minutos para a conciliação total das contas definidas no escopo.

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Além do tempo dedicado à atividade, o processo dependia de análises repetitivas e da atuação concentrada dos analistas.

Ações

Etapa 1 — Entendendo o processo e suas dores

Antes de pensar na automação do processo, precisávamos entender como a conciliação realmente acontecia na prática. Sendo assim, realizamos entrevistas com profissionais da operação para mapear:

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  • etapas e atividades realizadas;

  • decisões tomadas ao longo do processo;

  • regras de negócio;

  • principais dores e gargalos;

  • situações de exceção;

  • atividades manuais e repetitivas;

  • informações necessárias para a tomada de decisão;

  • oportunidades de redução de esforço.

  • Tempo operacionaldedicado para cada etapa do processo

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A partir das entrevistas, estruturamos o fluxo do processo e identificamos quais atividades poderiam ser automatizadas sem retirar do analista as decisões que exigiam validação humana.

Etapa 2 — Definindo o escopo

Escolhemos um escopo de contas com fato gerador interno, considerando as características do processo em que há um cenário mais consistente, com menor interferência de fatores externos.

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A estratégia permitia começar por um processo mais controlado, validar o modelo de automação e, posteriormente, ampliar a solução para outros cenários.

Etapa 3 — Desenhando a nova jornada

Com o processo atual mapeado, desenhamos uma nova espinha dorsal de conciliação, redistribuindo as atividades entre analista e automação.

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O objetivo não era substituir a atuação do analista, mas retirar do seu fluxo as etapas manuais e repetitivas, mantendo a validação humana nos pontos em que ela agregava maior valor.

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O novo processo passou a funcionar da seguinte forma:

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Analista exporta os dados diariamente → automação prepara e trata os dados → realiza análise e comparação dos registros → identifica inconsistências e classificações incorretas → consolida os resultados → analista valida o output → automação gera o arquivo final → analista realiza o input no sistema → conciliação concluída.

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Etapa 4 — Estruturando a atuação dos agentes

A automação desenvolvida passou a assumir atividades como:

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  • limpeza e padronização dos dados;

  • preparação das bases;

  • comparação entre registros;

  • identificação de erros e inconsistências;

  • tratamento de classificações;

  • análise simultânea de múltiplos movimentos;

  • consolidação das informações;

  • geração dos resultados em formato adequado para o analista;

  • preparação do arquivo para importação no sistema financeiro.

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Além disso, a solução foi estruturada para permitir a evolução das metodologias de análise e a criação de categorias mais granulares para interpretação dos movimentos financeiros.

Etapa 5 — Definindo métricas de sucesso

Para avaliar se a automação realmente melhorava o processo, utilizamos os dados do cenário atual como baseline e acompanhamos indicadores relacionados a:

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Tempo de execução · esforço do analista · capacidade de processamento · frequência da conciliação · qualidade e consistência dos dados.

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Isso permitiu comparar não apenas a velocidade da nova solução, mas também sua capacidade de transformar a própria dinâmica do processo.

Resultados

A principal mudança foi transformar um processo que acontecia a cada 2 ou 3 dias em uma rotina que pode ser realizada diariamente, com uma redução significativa do esforço manual.

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81% de redução no esforço operacional

O tempo necessário para o analista realizar a conciliação passou de aproximadamente 80 minutos para 15 minutos.

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Até 4 minutos para análises simultâneas

A automação possibilitou a análise simultânea de múltiplas contas em até 4 minutos, aumentando a capacidade operacional sem exigir o mesmo esforço manual.​

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Mais do que automatizar uma etapa operacional, o projeto redesenhou a forma como a conciliação acontece.

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A automação passou a atuar como facilitadora do trabalho do analista, combinando velocidade, escala e consistência com validação humana, e transformando a conciliação em um processo mais ágil e confiável para apoiar as decisões financeiras e estratégicas do negócio.

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